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Gustave Eiffel estava convicto de que a torre seria desmontada. O monumento de ferro que construiu em dois anos, com 18.038 peças metálicas e 2.500.000 rebites cravados manualmente, seria desfeito após a Exposição Universal de 1889 e vendido como sucata. Os intelectuais parisienses chamavam-na de "tártara de ferro galvanizado". Guy de Maupassant almoçava no restaurante do primeiro andar — dizia que era o único lugar em Paris de onde não era possível vê-la.
O que salvou a Torre Eiffel foi uma antena de rádio instalada no topo em 1898. Em 1914, quando os sinais interceptados do alto orientaram os táxis que levaram tropas para o front da Marne e salvaram Paris da invasão alemã, a torre virou monumento nacional. O mundo então decidiu que ela era a França — e a França aceitou.
De perto, a escala surpreende: a engenharia, o peso do ferro, a leveza calculada milímetro a milímetro para resistir a qualquer vento. Do segundo andar, Paris se abre em todas as direções — e Stéphanie explica o que se vê: os sete morros da cidade, o traçado dos arrondissements, o Sena que os romanos navegavam há dois mil anos. É a melhor vista de Paris que existe.
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