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O bistrô existe em Paris desde o século XIX — pequeno, barulhento, com a lousa do vinho na parede e o garçom que não tem paciência mas sabe exatamente o que recomendar. É o oposto do restaurante turístico: não tem cardápio em inglês nem fotografia dos pratos, a entrada do dia foi decidida pela manhã com o que chegou do mercado, e o vin de carafe custa €5 e é melhor do que o que você pagou €50 numa garrafa em outro lugar.
Comer bem em Paris é uma habilidade. A maioria dos turistas — inclusive os que falam francês — acaba no restaurante errado, no horário errado, pedindo a coisa errada. Stéphanie te leva a um bistrô de verdade — o tipo que os parisienses frequentam para o almoço do dia a dia — e antes de sentar te ensina a ler um menu francês (a diferença entre entrée e plat, o que é um formule du déjeuner, por que o vin de carafe é a escolha inteligente), os códigos não-escritos da mesa francesa, e o porquê do almoço ser a refeição principal na tradição parisiense.
O almoço e o vinho estão incluídos. Você sai sabendo comer em Paris pelo resto da viagem.
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